FUI CALUNIADA

NOISA VIEIRA pluma1

A calúnia é como plumas, depois de soltas ao vento não poderão ser recuperadas em plenitude

Conta-se que certa vez um homem sofreu  uma calúnia tão grande que gerou tantos problemas em sua vida que  acabou adoecendo gravemente  Constrangido por amigos em comum o caluniador foi visitá-lo. Ao chegar à presença daquele homem, pediu-lhe desculpas e perdão e ouviu a seguinte resposta:
– “Eu o perdôo de todas as suas palavras contra mim mas, há duas coisas que desejo que você faça. Será que poderá realizá-las?”                                                                                            Amargurado, tomado pelo remorso do resultado do seu ato  o caluniador respondeu:
– “Farei o possível para cumprir seus últimos desejos”.                                                                 Então o doente fez  um maior esforço e solicitou:
– “Pegue este travesseiro que está embaixo da minha cabeça, vá até aquele monte em frente à minha casa e solte todas as plumas ao vento; espalhe bem e por toda a parte, depois, traga-me o saco vazio”                                                                                                                 Mais que depressa o caluniador cumpriu  o pedido. Não foi difícil soltar todas aquelas penas de travesseiro ao vento e logo já estava de volta.                                                                 Ao receber o saco de pano de volta, o homem caluniado  fez então o segundo pedido:
– “Muito bem. Agora, pegue este saco vazio, volte lá onde você espalhou as plumas e apanhe uma por uma, pena por pena, encha este travesseiro de novo e me traga de volta!”                                                                                                                                                               Com um terrível sentimento, o difamador replicou:
– “Mas isto é impossível! Eu não poderei juntar todas as penas. O ventou espalhou todas elas por muitos lugares…”                                                                                                                         E então o homem vítima da calúnia, já à beira da morte disse suas últimas palavras:          – “Eu te perdôo de todas as suas palavras contra mim, mas você jamais poderá consertar o estrago que fez à minha vida e à minha imagem diante de todos”.


Optei por iniciar esse blog com essa pequena história ilustrativa, que inclusive é citada por muitos professores nos cursos de Direito por ter vivenciado a terrível experiência da calúnia.  Na história acima elevada à consequencia máxima o que no entanto não chega a ser impossível de acontecer.  No meu caso, o caluniador recorreu à internet para espalhar ao vento calúnias sob a forma de denúncias infundadas e seguiu caluniando, mesmo tendo sido todas as suas denúncias refutadas pelo Ministério Público.

Quando nos esforçamos por viver nossas vidas com retidão, buscando exercer nosso trabalho com excelência, é muito doloroso ver nosso nome envolvido em inverdades. Além do dano profissional que tais calúnias e conteúdos ofensivos podem causar, há dor dos familiares e vários prejuízos psicológicos. Foram anos de dor e sofrimento para mim e meus familiares. Escolhi o caminho da justiça para lidar com esse fato e todos sabemos que nem sempre é possível obtermos com rapidez, pelas vias legais, o resultado de direito, bem como os danos morais dificilmente podem ser integralmente reparados. No  entanto creio firmemente que as questões de (in) justiça devem ser tratadas pela Justiça.  Apesar da demora e todos os transtornos que tivemos, eu e minha família, sempre busquei forças para animá-los e manter a minha cabeça erguida, pois quem não deve jamais poderá temer. Foram anos seguindo os protocolos legais, até conseguir a retirada das publicações do ar,  o que aconteceu nesse ano de 2016 no mês de março.
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